Segundo relatório citado pelo The Shift, 26% dos consumidores brasileiros já usam ferramentas como ChatGPT ou Gemini para pesquisar produtos antes de comprar, conforme dados da Octadesk.
Outra pesquisa, da Opinion Box, encontrou número um pouco menor, 18%, segundo levantamento sobre e-commerce em 2026. A diferença entre os estudos mostra que a adoção ainda está em movimento rápido, não estabilizada.
Já um estudo da Scanntech em parceria com Google e McKinsey encontrou que 46% dos brasileiros pretendem usar IA em compras futuras, com uso já concentrado em eletrônicos, viagens e beleza, segundo o Central do Varejo. A intenção caminha na frente do uso real.
Existe uma distância importante entre usar IA e confiar nela. 86% dos consumidores já foram atendidos por chatbot ou assistente virtual, mas 45% classificaram essa experiência como negativa ou muito negativa, segundo pesquisa da Octadesk/Opinion Box. Apenas 22% tiveram percepção positiva.
O consumidor brasileiro de 2026 também mudou de postura antes mesmo de qualquer IA entrar na conversa. Ele pesquisa mais, compara mais alternativas e confia menos em mensagem comercial direta, preferindo avaliação real, vídeo e recomendação de terceiros, segundo análise do primeiro semestre do ano.
Uma pessoa pode descobrir um produto num vídeo curto, pesquisar avaliação num marketplace, consultar uma ferramenta de IA, assistir demonstração e comprar sem nunca visitar o site oficial da marca, conforme panorama sobre o tema.
Um relatório da Reds Research projeta que a IA deixará de apenas recomendar produto e passará a decidir e executar compras em nome do consumidor, entendendo necessidade, contexto e restrição prévia, segundo o Guairá News.
A pesquisadora Karina Milaré resume essa direção como um consumo cada vez menos guiado por vitrine de produto e cada vez mais dependente da capacidade da marca de entender necessidade individual e transformar dado em relevância real, segundo a mesma reportagem.
Se a compra futura passar por um agente de IA decidindo em nome da pessoa, o produto vai precisar ser legível e confiável tanto para o comprador humano quanto para o sistema que vai decidir por ele, sem visitar loja nenhuma.